Este Blog é dedicado a Economia, sob os olhos da Escola de Salamanca e do Distributivismo. Veremos a Economia do ponto de vista do "ser humano permanente", como disse GK Chesterton se referindo aos personagens de Charles Dickens. Que São Maximiliano Kolbe, do Bloco 11, Cela 18 de Auschwitz, nos ilumine na continuação das doutrinas de Francisco de Vitória e Hilaire Belloc!
sexta-feira, 5 de novembro de 2021
Mercado Financeiro e Mudança Climática
sexta-feira, 17 de setembro de 2021
O "Mercado": a Sodoma
Excelente artigo publicado no Zero Hedge, mostrando o que é o tal propagado "mercado" de nossos dias, onde a corrupção é a norma que enriquece um mundo cada vez mais corrupto, que não tem penalidade para a corrupção, pois se houver o "mercado" desaba completamente.
O texto é de Michael Every:
Ele traz exemplos da corrupção do mercado de nossos dias, vejamos:
1) Wall Street Journal relata que Banco Mundial cancela relatório emblemático‘ Doing Business, após investigação. O problema é: "As autoridades chinesas em 2018 estavam ansiosas para ver sua classificação melhorar, então o Sr. Kim, a Sra. Georgieva e sua equipe realizaram uma série de reuniões para discutir maneiras de alterar a metodologia do relatório para melhorar a classificação da China." Como se pode confiar no Banco Mundial trabalhando de forma tão corrupta. Consequências dessa atitude do Banco? Nenhuma.
2) No Fed, Jeremy Powell (presidente geral do Fed) ordena uma revisão da ética depois que os outros presidentes do Fed fizeram investimentos multimilionários. De alguma forma, essa violação ética por parte das pessoas que dirigem o sistema financeiro global passou desapercebido por eles até agora. Só agora foi visto que esse velhíssimo jogo financeiro corrupto entre agentes do Fed e mercado. Quais são as consequências esperadas da atitude de Powell? Nenhuma.
3) Problemas de corrupção financeira relatadas que atingem líderes políticos, como Sarkozy, o filho de Biden, Nancy Pelosi, chanceleres alemães em conluio com a Rússia...Penalidades sofridas pelas personalidades? Nenhuma.
Michael Every compara o "mercado" a um filme sobre Sodoma, chamado "Salò, pu 120 dias de Sodoma", dizendo que, como o filme, o mercado é "corrupção política, consumismo, autoritarismo, niilismo, totalitarismo, sadismo, sexualidade e fascismo. Isso é um dia típico de trabalho nos mercados de 2021".
Every tem razão.
E ele nem lembrou os casos de corrupção que envolvem a "moralidade do mundo" (mudança climática, "ética" de governança...).
domingo, 13 de setembro de 2020
Abundância Global Aumentou 570% desde 1980. Cadê a Crise Populacional e a Crise dos Recursos Naturais?

segunda-feira, 17 de agosto de 2020
Lewis Hamilton - Um Enorme Exemplo de Hipocrisia de Ricaços
sexta-feira, 10 de julho de 2020
Chesterton, o Protestantismo e os Protestantes
Estou realmente encantado pelo fato de a santidade de Chesterton estar sendo reconhecida de modo oficial. No entanto, tenho algumas restrições quanto ao esforço de reconhece-lo um santo. Ele sempre foi amado por Cristãos Protestantes, e certamente por pessoas que não possuem uma crença religiosa. Temo que dando a ele o título de “Santo Gilberto” podemos limitar este encanto.
terça-feira, 19 de maio de 2020
Chesterton e Churchill
- Ambos fizeram sua própria educação, fora da escola. Ambos declararam que tinham desprezo pela escola regular.
- Ambos escreviam muito. Foram escritores e historiadores.
- Ambos gostavam de pintar e desenhar.
- Churchill correu mais o mundo, especialmente como militar.
- Ambos casaram e ficaram casados até a morte.
- Ambos eram gordos e desorganizados. Gostavam de bebidas e
cigarros.
- Ambos eram brilhantes.
- Ambos eram patriotas, mas Churchill era imperialista e Chesterton, não.
- Chesterton era cético com relação a políticos e aristocratas, Churchill era um político e aristocrata.
- Como político, Churchill mudou de partido, foi da direita para esquerda e voltou.
- Chesterton era distributista, enquanto Churchill apoiava o capitalismo.
- Sobre religião, Chesterton se tornou católico. Churchill era distante de religião, mas defendia o cristianismo (sem determinação de forma teológica).
- Ambos identificaram claramente três ameaças no século XX: bolchevismo, nacional-socialismo de Hitler, e falhas na defesa da civilização cristã.
Apesar de concordar com o que Tod Worner disse, eu acho que os dois gênios eram bem diferentes.
Acho que há duas coisas que devem ser ditas logo de cara em qualquer análise sobre os dois:
1) Churchill não era defensor das ideias sociais, morais e teológicas de Chesterton. Churchill seria hoje um esquerdista social (ele apoiou a eugenia, por exemplo), que entendia a importância da civilização cristã, sem tomar muito lado em questões morais.
2) Chesterton não conheceu o melhor de Churchill. Chesterton morreu em 1936, com 62 anos.
Nesta época, Churchill estava entrando no seu ocaso político. O melhor de Churchill ocorreu na Segunda Guerra Mundial. Sob a sua liderança o Reino Unido se defendeu contra Hitler e lutou contra Hitler na Europa. Churchill viveu até os 90 anos.
Churchill, durante a vida de Chesterton, assumiu vários cargos de ministro, especialmente posições militares. Ele também era um político do tipo "maverick", não reprimia muito suas opiniões para defender posições partidárias. Chesterton não deve ter visto muita diferença entre os políticos de sua época, e Churchill sofria muitas críticas por suas posições como comandante militar e como político.
Durante a guerra, Chesterton já tinha falecido, ele certamente teria apoiado algumas ações de Churchill, mas teria diferenças em outras. Talvez Chesterton tivesse se voltado mais para os Estados Unidos, afinal só depois da entrada deste país foi que a guerra contra Hitler foi vencida.
O império britânico, que era tão defendido por Churchill, basicamente acabou depois da Segunda Guerra, mesmo tendo os britânicos vencido a guerra. Tenho dúvidas de que Chesterton acharia isso ruim.
Sem desprezar a gigantesca perda de vidas dos russos (a maior entre todos os países da guerra), a Segunda Guerra foi vencida basicamente pelos Estados Unidos, na minha opinião. Mesmo a defesa da Rússia contra Hitler só foi obtida pelo gigantesco fornecimento de material bélico dos Estados Unidos para a Rússia. Os russos usaram tanques, aviões e material de comunicação "made in USA". Foi o poderio industrial e militar americano que, basicamente, já em 1943 derrotou claramente as forças do Eixo. O Japão foi vencido já no final de 1942, após a batalha de Midway. A insistência em permanecer na guerra se deve a caráter moral belicoso, de desapego à vida, tanto de alemães como de japoneses.
Hitler e Stálin ficaram juntos de 1939 a 1941, depois Hitler atacou Stálin. Chesterton, certamente, teria visto as semelhanças entre os dois líderes e entre os dois regimes políticos. E a opinião dele sobre a união entre aliados e Rússia sofreria uma análise rigorosa de Chesterton. Churchill apoiou as reivindicações de Stálin, durante a guerra. Só depois de 1945 é que Churchill quis liderar o mundo contra o que chamou de cortina de ferro comunista.
Em suma, se eu fosse escrever um livro sobre os dois, eu acho que eu teria foco nas diferenças morais entre eles e não em similaridades. E teria parado em 1936, depois daí fica difícil analisar.
segunda-feira, 20 de abril de 2020
O Que Chesterton Falaria sobre o Coronavirus?
Vamos fazer mais uma pequena suposição sobre qual seria a opinião do gigante pensador inglês, G.K.Chesterton. Dessa vez, vamos pensar em qual seria a posição de Chesterton sobre o principal problema global de hoje: o novo coronavirus.
Bom, saber qual seria a posição de alguém que já faleceu é difícil Erra-se até quando se tenta prever o que dirá a nossa mãe (a pessoa que, em geral, mais conhecemos), e também não é incomum que ótimos escritores, pessoas que conseguiram elevar a imaginação humana, sejam terríveis como pensadores políticos ou em suas análises de questões sociais. Muitos foram defensores de Hitler ou Stálin, por exemplo, a lista destes é imensa, e geralmente assusta quem leu os livros deles.
Além disso, as opiniões que eles tiveram em vida foram tomadas pelas circunstâncias em que viveram. Como mostrou o próprio Cristo, existe uma moral divina que fundamenta todas as reações, mas essas reações são moldadas pela circunstâncias. Por vezes, se oferece a outra face, por vezes reage-se (Cristo reagiu, indagando um agressor em João 18:23).
Então, para se fazer uma suposição de posicionamento político ou social de alguém que faleceu, deve-se fazer primeiro estes "disclaimers" acima e também deve-se se ater à ética que se depreende do que a pessoa escreveu ou falou, para que a nossa imaginação não se descole muito da ética do pensador.
Com isso em mente, vamos imaginar qual seria a posição de Chesterton frente ao vírus chinês que assombra o mundo. Chesterton não fugiu da ética dos seus livros ao tratar de questões políticas e sociais e isso facilita a análise.
Qual é a ética, princípios morais, que rege o pensamento chestertoniano?
Ler os livros de Chesterton é descobrir, na minha opinião, o escritor que mais conheceu a alma humana. Ele olhava do ponto de vista de um anjo o que se passava nos atos e mentes humanas, com todos os seus paradoxos. Mas este olhar angelical de Chesterton era também um olhar de fogo purificador. Ele usava e abusava do parodoxo e da ironia para destruir completamente o pensamento de quem era seu oponente moral. Todos que enfrentaram Chesterton em debate reconheciam a beleza e também a força destruidora de seus argumentos.
Chesterton conhecia muito bem o humano, valorizava esta criação divina ao máximo, mas sabia das profundezas diabólicas que o ser humano pode alcançar. Chesterton não era bonzinho, ele era genial em seus argumentos, destruía os argumentos de forma tão bela que o oponente ficava maravilhado, enquanto era aniquilado em sua moral.
O seu gosto pelo o que era humano, então, o faria certamente ter verdadeiro pavor pela ideia de isolamento social. Isso seria reduzir demais o humano.
Por exemplo, Chesterton, para meu conhecimento, nunca escreveu sobre sua posição sobre esportes, a não ser para dizer que achava que eles deveriam ser prazerosos e não formarem uma falsa religião. Mas, eu acho, que se fosse para analisar futebol e voleibol, acho que ele veria futebol como superior, por permitir mais o humano, enquanto o voleibol demanda pessoas de um tipo físico específico.
Em suma, o humano em sua totalidade é o material de deleite de Chesterton, se afastar do contato humano nos "pubs" ingleses seriam terrível em vários e profundos aspectos para o escritor inglês.
Ele, na minha opinião, detestaria "lives" e detestaria ainda mais ver igrejas vazias, estas seriam traumáticas, para ele.
O isolamento social seria uma tirania para Chesterton. Ele sempre olhava para governos com muita desconfiança.
Mas ele aprovaria algum isolamento social em nome de se evitar as mortes dos humanos?
Chesterton via as necessidades do homem em sua totalidade, necessidades materiais e espirituais, e reconhecia o relacionamento (não o determinismo) entre essas necessidades.
Mas acho que ele aprovaria algum isolamento social, especialmente, nos negócios, com muito pesar, muito pesar mesmo, mas não para as liturgias das igrejas, e abriria fogo para os culpados por essa situação.
Em todo caso, seria uma questão difícil para ele, vivemos um momento inédito na história, em que o globalismo, econômico e social, trouxe um doença terrível global.
Chesterton teria, na minha opinião, completo desprezo por inúmeros aspectos sociais que consideramos normais no nosso dia a dia. Se eu como cristão me sinto completamente exilado no mundo moderno e seus politicamente correto, casamento gays, eutanásias, abortos generalizados e Vaticano silenciado, imagine Chesterton.
Supondo que Chesterton conseguiria sobreviver a estes tempos tenebrosos para o pensamento chestertoniano, acho que ele primeiro exigiria completa reversão do globalismo e afastamento da doutrina comunista/socialista de apoio à China dentro dos países.
Se Chesterton identificou muito bem o militarismo prussiano na formação da Alemanha, para a Primeira Guerra Mundial, imagine o que ele pensaria da ditadura tirânica da China que controla até o nascimento do humano.






